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A implantação da CBS poderá pressionar o capital de giro das empresas ao condicionar o aproveitamento de créditos ao recolhimento do tributo pelo fornecedor. Segundo estudo da Roit divulgado pelo Painel S.A., da FOLHA DE S.PAULO, desencontros entre os ciclos de faturamento podem adiar o uso desses créditos por 33 dias, chegando a 63 dias se houver inadimplência do parceiro comercial. O levantamento abrange 65 grupos empresariais e 295 mil fornecedores, com R$ 608,8 bilhões em compras anuais, e aponta um volume potencial de R$ 16,35 bilhões, em um ano, de tributos não recuperados como crédito. Para Lucas Ribeiro, presidente da Roit, a nova dinâmica exige revisão dos contratos, dos prazos de pagamento e da política de compras, além de ajustes nos sistemas e integração entre as áreas jurídica, fiscal, comercial e financeira até a virada do ano.

Na preparação operacional da reforma, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS criaram 25 grupos de trabalho para coordenar a implementação dos novos tributos, informa também a FOLHA. Um ato técnico conjunto publicado ontem prevê elaboração e revisão de normas, procedimentos e sistemas, além do compartilhamento de dados fiscais e cadastrais e da padronização tecnológica. As equipes cobrem setores como comércio exterior, imóveis, agropecuária, serviços financeiros, planos de saúde, economia digital e combustíveis. Também tratarão, segundo detalha o jornal, de cadastro, fiscalização, arrecadação, apuração, ressarcimento de créditos, documentos fiscais, atendimento e Simples Nacional. Cada grupo terá oito integrantes com direito a voto, divididos igualmente entre a Receita e a diretoria executiva do comitê, com as deliberações exigindo aprovação de dois terços.

Fonte: JOTA

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